domingo, 23 de outubro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Pode ser qualquer coisa
Sou uma perdida nesse mundo.
Juro que não entendo porque vim ao mundo nessa geração, em pleno anos 80, pra viver essa diversidade toda!
Sem muitas justificativas, eu adoraria me definir como uma "blogueira" de uma coisa ou outra, coisas sobre as quais me interesso, no caso de eu ser a dona de um blog. Mas meu ecletismo é tão amplo que fico perdidona, mas não perdida sem caminho, mas com muitos caminhos.
Leio muuuitos blogs sobre muuitos assuntos. Tenho fases, e outras que não passam.
Gosto de fotos. Gosto de palavras. Gosto de pessoas, animais, viagens, culturas, e artigos de decoração. Gosto de roupas, looks. Gosto de poesia e amo crônicas, conto. Relato. Palavras, ah as palavras! Gosto de patchwork, de bolsas, de tecidos, de cores, de almofadas. Sofás, almofadas, gatos.
Gosto de música, nem todos os estilos (claro).
Gosto de redes sociais, mas me ligo mais a uma ou outra, e me afasto da maioria.
É muito ecletismo e espontaneidade. Sério, me perco.
E vai faltar muito (MUITO) ainda sobre tudo o que me interessa nesse universo.
Sou uma blogueira pouco assídua e não quero me desculpar por isso,
quero encontrar esse caminho - essa especialização em uma coisa específica que "todo mundo" encontra. Ajuda aí, força superior!
No mais, sem mais.
É setembro, amanhã é sábado. ALEGRIA!
quarta-feira, 27 de julho de 2011
(siga o seu coração, independente de quantos anos vc tiver)
DA MINHA PRECOCE NOSTALGIA
Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de Porto, dizer a minha neta:
- Querida, venha cá. Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado. Tenho umas coisas pra te contar. E assim, dizer apontando o indicador para o alto:
- O nome disso não é conselho, isso se chama corroboração! Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões. E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte. Por isso, vou colocar mais ou menos assim:
É preciso coragem para ser feliz. Seja valente. Siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão. E satisfaça seus desejos. Esse é seu direito e obrigação. Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você. Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim. Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália. Cuide bem dos seus dentes. Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro.
Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito..." Tenha uma vida rica de vida. Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro, tsc, é imprevisível. Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela. Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor. E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.
Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança, carinho ou status. A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco! Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de otimizar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você. Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão. É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.
Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação. Leia. Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim. Compreenda seus pais. Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão. Cultive os amigos. Eles são a natureza ao nosso favor e uma das formas mais raras de amor. Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza. Era só isso minha querida.
Agora é a sua vez. Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?
Por Maria Sanz Martins
Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de Porto, dizer a minha neta:
- Querida, venha cá. Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado. Tenho umas coisas pra te contar. E assim, dizer apontando o indicador para o alto:
- O nome disso não é conselho, isso se chama corroboração! Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões. E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte. Por isso, vou colocar mais ou menos assim:
É preciso coragem para ser feliz. Seja valente. Siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão. E satisfaça seus desejos. Esse é seu direito e obrigação. Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você. Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim. Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália. Cuide bem dos seus dentes. Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro.
Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito..." Tenha uma vida rica de vida. Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro, tsc, é imprevisível. Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela. Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor. E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.
Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança, carinho ou status. A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco! Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de otimizar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você. Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão. É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.
Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação. Leia. Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim. Compreenda seus pais. Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão. Cultive os amigos. Eles são a natureza ao nosso favor e uma das formas mais raras de amor. Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza. Era só isso minha querida.
Agora é a sua vez. Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?
Por Maria Sanz Martins
domingo, 22 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Não pise na grama
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Amanha é domingo pede cachimbo
A realidade é a percepção que temos do mundo ao redor.
Dos outros.
Do que pensamos a respeito.
Até do que pensamos a respeito de nós mesmos.
O que é real, o que vc pensa que eu sou?
Esse corpo que respira ao meu lado é algo real.
Ele dorme. Cumpre sua obrigaçao de viver.
Eu o amo.
Love is all we need, not all we are.
Dos outros.
Do que pensamos a respeito.
Até do que pensamos a respeito de nós mesmos.
O que é real, o que vc pensa que eu sou?
Esse corpo que respira ao meu lado é algo real.
Ele dorme. Cumpre sua obrigaçao de viver.
Eu o amo.
Love is all we need, not all we are.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
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